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Bagagem – O que eu devo carregar? Parte 4

Publicado em 23/05/2019
Atualizado em 23/05/2019

Bagagem – O que eu devo carregar?

Todos nós carregamos bagagem, e algumas são boas e necessárias.

Eu lembro quando a minha filha Jordan era bem pequena, ela tinha um bichinho de pelúcia que ela levava para todo lugar, o nome dele era Fluffly (Flãfi), ele era como parte da família. Em uma das viagens, nós esquecemos o Fluffly na casa de uma amiga, a Jordan estava dormindo quando saímos e após um tempo na estrada ela acordou, e a primeira coisa que ela percebeu era que o Fluffly não estava lá. Procuramos por ele em todo lugar do carro e percebemos que havíamos deixado na casa dos nossos amigos, o que não nos restou outra opção além de voltarmos uma boa distância para pegarmos o Fluffly.

Talvez você esteja lendo isso e pensando: “Que bobeira. Compra outro bichinho pra ela.” E essa seria a coisa mais fácil de fazer. Ela tinha muitos outros bichinhos, mas o Fluffly era diferente, ele era especial. Para aquele momento da vida dela, ele tinha um peso emocional que era bom para ela carregar, além dele ser super bonitinho, e não havia razão para ela se desfazer daquele peso. Nesse caso, era uma bagagem leve no mundo físico, mas de muito peso no mundo emocional.

Nós todas carregamos esse tipo de bagagem emocional. Todas nós temos o nosso Fluffly, ou devíamos ter bagagens leves que nos fortalecem. Às vezes a correria do dia-a-dia nos faz deixar nosso Fluffly para trás, e porque estamos tão atarefadas e sempre no limite, nós não voltamos para pegar, e nos convencemos que no decorrer da jornada, vamos pegar um “outro bichinho” para substituir; e não vai ser a mesma coisa.

Se você não sabe o que é o seu Fluffly, você precisa descobrir, porque o seu Fluffly tem um peso emocional que vai fortalecer você a carregar os outros pesos da vida.

Não caia nessa armadilha de estar sempre tão sobrecarregada que você nem vai mais saber o que é o seu Fluffly, porque você estará sempre deixando o peso bom de lado e pegando outro para substituir e o novo peso, não tem peso algum na sua vida.

Eu tenho alguns “Flufflies”. Um deles é ler. Eu amo ler, mas você pode pensar: “quem tem tempo para sentar e ler um livro inteiro nos dias de hoje?” Eu! A minha agenda diz que eu não tenho tempo, mas eu digo para a minha agenda que eu vou ler, porque ler me fortalece emocionalmente. Faz-me relaxar e me faz sonhar. E essas coisas aliviam o peso do dia-a-dia e me dão asas para voar. Todos nós precisamos de leveza o suficiente para voar de vez em quando.

Talvez para você vai ser tomar aquele café com uma amiga uma vez por mês. Dormir mais tarde uma vez na semana; assistir um filme…

É importante que você descubra o seu Fluffly e não o deixe pra trás, e quando acontecer de você esquecer-se dele porque a bagagem que você está carregando está muito pesada, faça a viagem de volta e pegue o seu Fluffly. Ele produz em você forças que você precisa para carregar sua bagagem visível.

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Bíblia, Mateus 11:29-30).

Às vezes é isso que precisamos aprender com Jesus, que na verdade a nossa bagagem precisa ser leve.

Jordânia Nargiz

Publicado por Cristina Gonçalves

Sobre Jordania Nargiz

Casada com o Pr. Garo Nargiz, mãe de dois filhos, advogada. Ama ler e ajudar pessoas a viverem intencionalmente e com propósito.

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