PINK - Mulher com Propósito

Conselhos – Parte 3

Publicado em 27/03/2019
Atualizado em 27/03/2019

Escolhendo um conselheiro

A melhor parte em recebermos conselhos é que temos a liberdade em escolhemos a quem vamos pedir um conselho ou a quem vamos ouvir e seguir tal conselho.

A primeira lição sobre isso é que no conselho há liberdade. Se você está sendo aconselhada e sente que não há o elemento de liberdade presente, isso não é conselho. Isso é controle e manipulação.

Para ficar bem claro, quero dizer que liberdade não significa que eu vou me sentir super bem sobre o conselho que estou ouvindo. Às vezes um conselho vai me trazer desconforto, já que eu vou ouvir o que é bom e certo para mim, mas o meu coração não está desejando o certo e sim a minha satisfação pessoal no momento sobre determinada situação; às vezes o que eu quero e o que preciso são opostos.

Quando você buscar um conselho, faça a você mesma as seguintes perguntas:

  • Por que eu estou procurando essa pessoa para me aconselhar?
  • Essa pessoa é uma amiga sincera?
  • Eu estou sendo sincera com essa pessoa?
  • Minha motivação está correta?
  • Eu estou realmente aberta para ouvir um conselho ou eu quero uma opinião?

Como mentora, eu converso com pessoas todos os dias sobre as mais diferentes situações.  E uma das coisas que o tempo e a experiência me ensinaram é que uma boa parte de aconselhar alguém é ouvir o que a pessoa está falando, pois na maioria das vezes a resposta está bem clara, mas no meio do nevoeiro das emoções não conseguimos enxergar o que está bem na nossa frente.

Eu não sei, mas você já experimentou um nevoeiro denso? Eu já. Às vezes, no inverno, o nevoeiro é tão intenso que eu preciso dirigir a 30 km/h em estradas em que costumo dirigir a 120km/h. E isso não é porque eu nunca dirigi naquela estrada ou não saiba o caminho, é pelo fato de que no meio do nevoeiro, por mais que eu saiba dirigir e tenha feito aquele percurso antes, a minha visão não está clara e o meu nível de experiência me diz que eu preciso de ajuda.

Algo que me traz segurança é quando o meu esposo está comigo, pois ele já dirigiu muito mais vezes que eu em meio a nevoeiros e sabe dirigir bem melhor que eu em situações assim. Ele me passa segurança e eu sei que ele não quer que eu sofra um acidente. Eu sei que ele tem todo o desejo que eu passe pelo nevoeiro segura.

Então, antes de qualquer coisa. Ele me ouve, para entender qual o meu nível de insegurança em meio a esse nevoeiro, e depois de me ouvir, ele me ajuda a dirigir com segurança. Ele não toma a direção do carro das minhas mãos e começa a dirigir. Ele me orienta a dirigir com segurança porque ele sabe que eu vou estar bem se eu ouvir e seguir a orientação dele. Ele não está me ensinando a dirigir. Eu sei dirigir. Ele está me ensinando a utilizar o meu conhecimento de forma sábia e prática em uma situação em que eu preciso da experiência dele para adquirir a minha.

Ouvir é parte de quem dá conselhos e também de quem recebe. Eu diria que se você não tem tempo ou disposição para ouvir, não peça ou dê conselhos.

Como parte de quem Deus é, Ele escolheu dizer que Ele é um Conselheiro e isso não é apenas algo que Ele faz, é quem Ele é!  E se lermos a Bíblia vamos entender isso de forma muito clara. Ele está, em todo o momento, nos afirmando que Ele nos ouve!

“Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve” (Bíblia – 1 João 5:14).

Espero que essa Série esteja ajudando você a amadurecer a sua visão sobre conselhos, pois isso pode ser algo poderoso e gerar vida!

Sobre Jordania Nargiz

Casada com o Pr. Garo Nargiz, mãe de dois filhos, advogada. Ama ler e ajudar pessoas a viverem intencionalmente e com propósito.

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