PINK - Mulher com Propósito

Conselhos – Parte 4

Publicado em 28/03/2019
Atualizado em 08/04/2019

O processo do aconselhamento

Vamos primeiramente partir do momento em que eu iniciei o pedido do conselho. Eu fui até alguém em quem eu confio e eu sei que essa pessoa pode me aconselhar. É importante não apenas eu confie em alguém para ouvir um conselho daquela pessoa, que aquela pessoa tenha conhecimento, entendimento e sabedoria sobre o assunto para dar conselhos.

O fator confiança não é o único requisito determinante na minha busca do conselho. Eu confio nos meus filhos, mas eles não podem me aconselhar com relação a muitas áreas da minha vida, pois falta neles maturidade, experiência e uma visão panorâmica da vida que só se adquire sendo vivida com intencionalidade ou por experiências impostas pela própria vida ou por decisões tomadas que nos levam a adquirir experiências que nos marcam.

Às vezes você tem uma melhor amiga, mas nem sempre a melhor amiga vai poder aconselhar você porque ela tem uma experiência limitada sobre o assunto que você precisa orientação. Não permita que a “pressão” do relacionamento coloque você em uma posição de receber conselho de alguém que não está qualificado para te aconselhar.  Também não se sinta pressionada a dar um conselho porque ela é sua melhor amiga e você tem obrigação de aconselhá-la.

Estabeleça limites saudáveis nos seus relacionamentos. Isso não rebaixa o seu relacionamento com a sua melhor amiga, apenas aponta para uma realidade que precisa ser vivida com honestidade. Se eu ou minha melhor amiga não temos experiência sobre determinado assunto ou situação, precisamos assumir e aceitar nossa limitação.

Quando alguém me pede um conselho, a primeira coisa que eu faço após ouvir a pessoa é perguntar para mim mesma: eu tenho entendimento sobre esse assunto para aconselhar essa pessoa? e como eu defino isso?

  • Eu já vivi algo semelhante?
  • Como foi minha experiência?
  • O que eu aprendi com isso?
  • Quem caminhou comigo durante minha experiência?
  • Quais foram os pontos positivos e negativos na situação?
  • Como eu viveria a mesma situação hoje com a experiência que eu tenho?
  • Quais foram os frutos da minha experiência?
  • Essa situação me machucou? se sim, eu estou totalmente curada? se a resposta é não, eu sei que não posso aconselhar no meio da minha dor.

Essas são algumas das perguntas que eu faço antes de dar um conselho. E quando é algo que eu não tenho conhecimento, eu falo para a pessoa: “eu não sei o que falar sobre isso. Eu posso orar com e por você sobre isso agora”.  E se eu conheço alguém que pode aconselhar tal pessoa sobre aquele determinado assunto, eu vou aconselhar ela a procurar ajuda porque aquela pessoa sabe mais que eu em determinada situação.

Às vezes aconselhar alguém a conversar com o conselheiro certo é o melhor conselho que você pode dar.

O escritor de Provérbios coloca dessa forma:

“Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança” (Bíblia – Provérbios 11:14).

Sobre Jordania Nargiz

Casada com o Pr. Garo Nargiz, mãe de dois filhos, advogada. Ama ler e ajudar pessoas a viverem intencionalmente e com propósito.

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