PINK - Mulher com Propósito

Identidade – Parte 3

Publicado em 24/11/2017
Atualizado em 25/07/2019

Quando eu desejo ser quem eu não sou

O meu temperamento é colérico/sanguíneo, sempre fui comunicativa e tive muitos amigos.
Quando criança, minhas melhores amigas sempre eram as meninas mais quietas, reservadas e eu cresci ouvindo pessoas falarem o quão doces essas meninas eram.

Eu desejava ser vista como uma menina doce, pois eu me sentia uma pessoa doce. Eu me preocupava com os outros, sempre estava querendo incluir todo mundo, ajudava em tudo que podia e, às vezes, até fazia o que não podia.

A descrição dada a mim era da pessoa que resolvia as coisas, ajudava os outros, a legal, mas nunca a doce, porque doçura estava relacionada com quietude e eu não era quieta. Eu passei a acreditar nisso, por mais que desejasse ser uma pessoa doce, eu jamais seria, porque Deus não havia me feito doce. A velha história: “Deus me fez assim, vou morrer assim”.

Na adolescência eu sofri ainda mais com isso, pois dentro de mim o desejo de ser vista como uma pessoa doce ainda era forte, mas naquele ponto eu já havia me encaixado no molde de que eu não era doce e comecei a ser quem as pessoas ao meu redor falavam que eu era. Eu me tornei uma menina “juíza” e passei a sentenciar as pessoas ao meu redor sem amor e perdão. Eu comecei a andar na contramão de quem eu realmente era.

Os anos se passaram, eu conheci Jesus aos 16 anos e esse relacionamento começou a resgatar em mim quem eu realmente era.
Eu descobri que doçura não é ser quieta, que existem muitas pessoas que são super quietinhas e falam bem baixinho, mas são rancorosas, duras, maldosas, e que eu era doce sim, porque Deus é doce, e Ele me fez parecida com Ele.

Descobri que eu podia abraçar o meu temperamento forte, e que isso não me definia como uma pessoa sem amor, compaixão ou doçura, mais isso apontava para uma parte de quem eu sou, assim como Deus é. Ele é forte, mas também é amor.

Descobrir que Deus é amor, que Ele não apenas sente amor, e que ao mesmo tempo Ele é forte, mas não usa apenas força, me ajudou a entender quem eu sou.
Me ajudou a entender que o que eu faço não anula quem eu sou. O fato de eu agir de maneira extrovertida, direta e forte não retira de mim a doçura, porque uma coisa não depende da outra. Eu aprendi que eu posso ser direta, forte e, ao mesmo tempo, ter essas ações expressadas com doçura e amor; que eu não preciso escolher ou uma ou outra.

Eu me tornei livre para ser quem eu sou, da forma como Deus me fez e hoje ouvir de muitas pessoas: “Você é muito doce, Jordania”, “Eu nunca vi essa combinação de forte e doce da forma que eu vejo em você”.

Eu convido você a fazer uma autoanálise e talvez descobrir algum molde que te colocaram dentro e você aceitou viver dentro dele, mas algo fala que você não se encaixa totalmente nisso.
Talvez você esteja acreditando em uma mentira e é hora de você acreditar na verdade de quem você é!

“Se pois o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”

(Bíblia – João 8:36).

Jordania Nargiz

Categoria: Não categorizado
Sobre Jordania Nargiz

Casada com o Pr. Garo Nargiz, mãe de dois filhos, advogada. Ama ler e ajudar pessoas a viverem intencionalmente e com propósito.

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