PINK - Mulher com Propósito

Pensar pequeno – parte 3

Publicado em 24/04/2019
Atualizado em 26/04/2019

Eu quero ir mais alto

No filme “Uma Linda Mulher”, o personagem Edward (Richard Gere) leva a prostituta Vivian (Julia Roberts) para o apartamento dele, que é uma cobertura. Ela vai para a sacada e ele fica dentro do apartamento, pois tem medo de altura.  Ela questiona por que então ele comprou a cobertura. E ele responde: “Porque essa é a melhor vista”.

Às vezes precisamos fazer isso com os nossos medos: não permitir que eles nos parem de termos a melhor vista. Pensar pequeno nos mantêm no térreo, quando fomos criados com a habilidade de pensar alto, pois fomos criados à imagem e semelhança de Deus.

Na Parte 2 dessa Série falamos do poder que os pensamentos têm de simplesmente invadir nossa mente.

Eu lembro de tantas situações em que algo aconteceu e parecia que aqueles pensamentos me dominavam o dia todo, e não importava se eu estava almoçando, fazendo janta, tomando banho, dirigindo… Parecia que aquela situação tinha total controle da minha mente e eu não conseguia parar de pensar.

Às vezes eu até falava para mim mesma: “Pare de pensar nisso, Jordania”, mas a realidade é que só falar não adiantava nada porque aqueles pensamentos eram mais fortes que eu. Geralmente eu experimentava isso em casos difíceis em que alguém havia falado uma mentira sobre mim, ou algum mal-entendido tinha acontecido, ou quando eu me decepcionava profundamente com alguém.

A sensação de ter perdido o controle dos pensamentos sempre parece mais forte nos casos negativos. Quando temos uma discussão com o esposo, chefe, líder, ou estamos prestes a ter uma conversa difícil com alguém. É quando experimentamos certo nível de dor, angústia e ansiedade (na forma negativa) porque sofrimentos colocam tamanho nos nossos pensamentos.

E geralmente, após uma experiência negativa, que começamos a colocar tamanho nos nossos pensamentos, do tipo: “Eu nunca vou me casar”, porque você foi noiva e o noivado acabou. Ou, “Eu nunca terei minha casa própria”, porque você cresceu vendo os seus pais pagarem aluguel a vida toda ou você experimentou situações financeiras que deram errado.

Mas, às vezes, esses sofrimentos nos dão forças para pensar maior, e trocamos o tamanho do nosso pensamento, e passamos a pensar: “Eu vou casar, talvez não seja com alguém tão bom quanto ele”, ou, “eu vou ter minha casa própria, mas nunca naquele bairro, porque esse é demais para mim”.

Talvez você sempre quis ir para a universidade, mas nunca para uma federal, porque “é demais para mim”. Eu sempre estudei em escolas públicas ou particulares não tão boas e isso define o tamanho do meu pensamento.

Na maioria dos casos, nós deixamos que o exterior – a escola que não era tão boa; os pais que nunca tiveram a casa própria, ou nunca conseguiriam mudar de bairro; o noivo ou namorado que decidiu que eu não era boa o suficiente, determinarem o tamanho do nosso pensamento.

Qual o tamanho dos seus pensamentos para a sua vida e a vida da sua família?  Quem ou o que está definindo e determinando o tamanho dos seus pensamentos hoje?

Existe um convite aberto, mas o ponto de ser um convite é que você não usufrui dele a menos que você aceite, confirme presença e compareça ao local, porque se não, a cerimônia, festa, reunião ou posição que você foi convidada para estar não será uma realidade para você. O convite só é completo para quem experimenta dele.

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Bíblia – Romanos 12:2).

Jordania Nargiz

Categoria: Pensar pequeno
Sobre Jordania Nargiz

Casada com o Pr. Garo Nargiz, mãe de dois filhos, advogada. Ama ler e ajudar pessoas a viverem intencionalmente e com propósito.

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