PINK - Mulher com Propósito

Propósito – Qual é o Meu? Parte 3

Publicado em 20/02/2019
Atualizado em 25/03/2019


Arte da Série "Propósito - Qual é o Meu?"

QUEM EU SOU?

Essa é uma das perguntas que a maioria de nós respondemos errado. Nós automaticamente associamos quem somos com o que fazemos. Quando queremos saber sobre alguém, geralmente perguntamos: “Quem é ele ou ela?” E a resposta vem em forma de “ele é o doutor Dimas. É fisioterapeuta. Trabalha no hospital das clínicas e é de Joinville”.

Essa resposta de quem essa pessoa é me deu informações do que ela faz, onde ela trabalha e onde ela nasceu, mas ainda me deixou sem saber quem ela é.
A verdade é que nós estamos tão acostumados a responder dessa forma que isso virou nosso padrão. E, de certa forma, nos levou a não nos aprofundar em realmente ter a resposta de quem eu sou, o que eu faço, onde eu moro, o que eu dirijo, a igreja que eu vou, a família que eu pertenço, o curso que eu tenho, o namorado que eu tenho, a tragédia que aconteceu comigo, a falta de oportunidade que eu vivo, o abuso que eu vivi, o casamento que não deu certo, os filhos que eu não tive e o que dizem de mim definem quem eu sou e eu defino quem os outros são da mesma forma.

Mas todas essas coisas falam sobre o que você tem ou não tem, o que você passou ou não passou e o que você viveu ou deixou de viver, mas elas não definem quem você é. E eu sei que muitas de nós já ouvimos isso, e parte de nós acredita nisso, e uma outra parte não consegue acreditar porque a realidade grita todos os dias que nós somos o que fazemos, o que temos, o que perdemos, o que sofremos ou o que conquistamos.

Por que aceitamos esses rótulos? Por que acreditamos nessas mentiras? Por que não temos forças para responder com verdade quem somos?

Quando eu comprei meu IPhone, não me foi dada a opção de mudar o nome e chamá-lo de Superfone. Não foi me dada a opção de dizer: “agora, IPhone, você será um aspirador”. Em outras palavras, eu não posso mudar a identidade do IPhone porque eu não sou a criadora. O criador do IPhone estabeleceu o nome e o propósito do produto dele, e eu, por mais que eu queira, não tenho o poder de mudar isso. Se eu começar a chamar meu IPhone de Superfone, ele não vai mudar de nome automaticamente só porque eu coloquei um novo rótulo. Ele ainda será um IPhone. Não há nada que eu faça que mudará a identidade de um produto, por diversas razões, mas a principal delas é porque em mim não está o poder da criação sobre aquele produto.
E assim como o IPhone, apenas a Apple tem o direito de alterar, adicionar ou mudar as funções dele. E o criador sempre muda a criação para melhor.

Hoje o IPhone 10 faz coisas que o IPhone 1 jamais poderia fazer. O criador expande a capacidade do produto. Tentar alterar um produto que você não criou faz de você um impostor e causa danos a funcionalidade do produto.


Nenhum de nós aceitaria se alguém alterasse a identidade do seu Smartphone. Se o nosso telefone novo apresentar um problema, iremos levar em uma assistência técnica autorizada porque queremos manter a garantia do produto, pois se alguém que não é autorizado mexer no produto, ele perde a garantia, e nós não corremos esse risco porque fizemos um investimento. Mas nossas vidas, muitas vezes estamos dispostos a permitir que pessoas não autorizadas estabeleçam rótulos e mudem nossa identidade.

É hora de mudar esse comportamento. É hora de dizer não a pessoas não autorizadas que acham que podem colocar “peças” inferiores em nós quando apresentamos algum problema. É hora de nos comprometermos de sempre levarmos nós mesmas para a autorizada: para Aquele que nos criou.

Eu quero encorajar você a tirar um tempo e parar para perguntar para você mesma – quem eu sou? Faça uma lista. Talvez no começo você não vai conseguir responder nada. Mas, pare. Se aquiete por um tempo. Pense em quem você era quando criança. Pergunte para seus pais que tipo de criança você era. Faça uma pesquisa sobre você mesma. Pergunte para pessoas que estavam presentes na sua infância, se você tiver essa oportunidade, para falarem sobre quem era você como criança. Lembre-se que o propósito disso é você começar a fazer uma pesquisa sobre você mesma. E durante essa pesquisa, você irá descobrir coisas que são verídicas e outras que não são. Por isso é chamada de pesquisa. Não vai poder ser feita em um dia apenas. Mas você precisa começar. E olhar para trás na sua história vai revelar mais do que você imagina. Lembre-se que você não está buscando descobrir o que aconteceu com você, mas quem era você quando criança. Esse é um ótimo lugar para começar.

Em paralelo com sua pesquisa, você pode escrever sobre a você que você conhece hoje, pois isso vai te ajudar a saber quem você é e não o que você faz.

“Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Bíblia – Salmos 139:16).

Jordania Nargiz

Sobre Jordania Nargiz

Casada com o Pr. Garo Nargiz, mãe de dois filhos, advogada. Ama ler e ajudar pessoas a viverem intencionalmente e com propósito.

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