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PINK - Mulher com Propósito

Entrelinhas

Publicado em 22/08/2016
Atualizado em 10/04/2024

Cresci ouvindo minha mãe dizer: “Para bom entendedor, meia palavra basta”. Mas será que basta mesmo?

Uma das acepções da expressão “falar nas entrelinhas” se refere a casos em que queremos comunicar algo para alguém e, por algum motivo, não nos sentimos confortáveis ou seguras para falar abertamente.

Em razão disso, começamos a dar indiretas sobre o que queremos dizer, na expectativa de provocar uma resposta de nosso interlocutor. “Tá na cara!”.

Este é o pensamento de quem fala nas estrelinhas. Mas, “tá na cara” de quem?

Quando falamos nas entrelinhas, temos a expectativa de que a outra pessoa responderá com base na mensagem semioculta que lhe transmitimos.

O desafio é que não há garantias de que essa mensagem implícita tenha sido recebida ou entendida. E não é responsabilidade do outro corresponder à nossa expectativa.

Se não nos comprometermos a falar clara e honestamente, não podemos exigir uma resposta clara e honesta.

Ouvir nas entrelinhas

Ouvir nas entrelinhas é se colocar na outra ponta do canal de comunicação e interpretar a mensagem para além do que realmente foi dito.

Essa conduta alimenta nossa insegurança, faz surgir ou crescer ansiedade em nós, dá margem a julgamentos infundados e produz muito barulho interno.

Converso com muitas moças solteiras e frequentemente noto que, se uma moça está atraída por um rapaz, existe grande chance de ela interpretar as atitudes dele como se esse sentimento fosse recíproco.

Assim, muitas jovens começam um relacionamento afetivo sem que exista nada verdadeiramente concreto, o que resulta em corações arruinados.

Quando ouvimos nas estrelinhas, nossa reação quase sempre vai ser nos esconder e repreender, porque ninguém está confortável com a percepção de que se enganou, de que interpretou a realidade erroneamente.

Somos tomadas por pensamentos do tipo “como fui boba”, “como fui ingênua”; porém a verdade é que não fomos proativas quanto à clareza da comunicação.

A verdade por trás da meia verdade

Quase ninguém admite que fala e lê nas entrelinhas, é mais comum usarmos a justificativa que estamos promovendo a paz.

Por isso, não temos o hábito de analisar atitudes amplamente praticadas, as quais se camuflam sob inúmeras declarações.

Veja alguns exemplos de frases que costumamos dizer, iniciadas por: “Eu falei assim porque…”:

– “… quero evitar confrontos”;
“…do contrário, fulano não reagiria bem”;
“… é melhor deixar para lá”.

Essas são algumas das justificativas às quais nos apegamos e, de certa forma, existe um pouco de verdade em cada uma delas.

Porém, toda meia verdade é uma mentira inteira. Enquanto nos convencemos dessas meias verdades, deixamos de abraçar a verdade completa, fiando-nos em desculpas.

Observe a contrapartida de cada uma das justificativas anteriormente listadas:

“… quero evitar confrontos” – Na verdade, só estamos evitando o embate face a face, pois o confronto propriamente dito já está estabelecido dento de nós.

“…do contrário, fulano não reagiria bem” – Independente da reação do outro, afirmamos isso com base em deduções, o que já é uma forma de desrespeito.

“… é melhor deixar para lá” – Fazemos essa declaração da boca para fora. Na realidade, não deixamos nada “para lá”. Tudo permanece bem vivo dentro de nós.

Essas e outras declarações, com suas respectivas verdades, você encontra no livro “Você não está sozinha”.

O primeiro passo para abandonar de vez as entrelinhas é reconhece-las, dar nome ao hábito de nos atermos a elas, identificar as meias verdades e entrar na trilha da verdade.

Não espere que eu leia algo onde não há nada escrito” – essa tem sido a minha atitude para não me envolver com as estrelinhas dos outros.

Quer saber mais como estabelecer os limites de quem fala nas entrelinhas com você, ou como desenvolver uma comunicação mais clara e aberta?

Confira esta série na íntegra no livro “Você não está sozinha” (loja da Amazon).

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Jordania Nargiz
Sobre Jordania Nargiz

Jordania Nargiz é brasileira, seguidora de Jesus, advogada, casada e mãe de dois filhos, idealizadora do PINK - Mulher com Propósito (PINK Women With a Purpose). Siga-a também no Instagram @jordanianargiz e visite seu site oficial

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