Quem nunca viveu momentos na vida em que pensou: “É mais fácil desistir disso… ou desistir de tudo, porque o fardo está muito pesado”? Eu, certamente, já! E, de vez em quando, me pego tendo esse tipo de pensamento. Mas o que será que me leva a pensar assim?
Como advogada, mentora, pastora, terapeuta e líder, estou constantemente, há anos, ouvindo pessoas em suas mais diversas situações — situações essas que as fazem pensar em desistir. Algumas desistem, outras escolhem persistir.
Dependendo do contexto em que cada um vive, o “desistir” e o “persistir” são vistos de formas diferentes. Por exemplo: se você vive em um contexto religioso, haverá pessoas que dirão que você não deve desistir nunca, porque Deus é o Deus do impossível. Se você vive em um contexto não religioso, pode experimentar os dois lados: há aqueles que dizem “não desista nunca”, acreditando que assim se vence, muitas vezes movidos até pelo orgulho; e há aqueles que desistem rápido ou cedo demais.
Mas, afinal, o que é o certo? Desistir ou persistir?
Desistir significa abandonar.
Por incrível que pareça, desistir nem sempre é algo negativo. A Bíblia nos apresenta o “desistir” tanto em sua conotação positiva quanto negativa. Eu posso desistir de obedecer a Deus — e isso me leva a não viver o meu propósito como filha dEle. Mas a Bíblia também nos ensina que devemos desistir de viver uma vida pecaminosa. Nos dois casos, há abandono. A diferença está nos frutos: em um, frutos positivos; no outro, frutos negativos.
A Bíblia nos encoraja a sermos perseverantes:
“Por isso, não desanimamos.” (2ª Coríntios 4:16-17).
A vida do apóstolo Paulo, um grande homem de Deus, é um exemplo prático de alguém que teve todas as razões para desistir, mas continuou escolhendo persistir — não por orgulho ou pura determinação, mas porque encontrou, no persistir, o motivo para não desistir.
Às vezes, queremos desistir porque estamos cansados, frustrados, decepcionados, sem esperança, ou porque fomos traídos e injustiçados. E, por mais que todos esses motivos sejam reais e, muitas vezes, dolorosos, eles não devem, por si só, ser a razão para desistirmos.
O que deve nortear essa decisão é sabermos a verdadeira razão do nosso persistir.
Você sabe a sua?
“…Prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12-14).
No Encontro PINK deste mês, podemos descobrir isso juntas!


